O computador não te ajuda a pensar, mas ele te ajuda porque você tem que pensar por ele.
Uma máquina completamente espiritual. Com ele seus dedos sonham, sua mente pincela o teclado, você sai voando em asas douradas, e por fim confronta a luz da razão crítica com a felicidade de um primeiro encontro.
A memória dele é melhor que memória real, porque memória real, ao custo de muito esforço, aprende a lembrar mas não a esquecer.
Trecho do livro O Pêndulo de Foucault, de Umberto Eco
Monthly Archive for February, 2008
Da próxima vez que você descer a Consolação de carro e for pegar o acesso à Radial Leste por baixo da Praça Roosevelt, repare que nesse lado da praça há uma delegacia de polícia. Repare também que aparentemente os locatários do espaço decidiram ser arquitetos por um dia e construíram um “puxadinho” de brasilite para abrigar uma churrasqueira.
Não há acabamento algum. Simplesmente bloco sobre bloco com telhado de heternite, bem na frente do lado principal da praça. Esta que por sinal está completamente abandonada, parecendo um cenário de Mad Max, revelando um brutal descaso da administração pública com o patrimônio.
Assim pelo menos de vez em quando tem fumaça de churrasco pra disfarçar o cheiro de banheiro ao ar livre característico da praça…

Estou infinitamente surpreso por ter sido hoje bem atendido na padaria Bella Paulista.
Quem me conhece sabe que estive insatisfeito com o serviço prestado lá desde a inauguração. Mas hoje tive a impressão de que os atendentes receberam melhor treinamento, mais benefícios, ou passaram a beber durante o expediente.
Por outro lado, os produtos continuam insanamente caros, a disposição das prateleiras é errada e confusa e, convenhamos, a mercadoria nem é assim uma Galeria dos Pães…
De qualquer forma, ponto positivo para a padoca do mal. Talvez eu volte lá esse ano ainda.
Uma infantil flexibilidade de atitudes, comportamentos e conhecimento pode ser útil ao navegar a crescente instabilidade do mundo moderno, onde as pessoas estão mais propensas a mudarem de emprego, aprenderem novas habilidades, se mudarem para lugares novos.
Mas o preço disso é falta de atenção, busca frenética por novidades, ciclos ainda menores de moda arbitrária e uma perene superficialidade emocional e espiritual.
Falta nas pessoas modernas uma profundeza de caráter que parecia mais comum no passado.
Artigo “Adultos não crescem mais”, do livro Next, de Michael Crichton.